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Independência S/A . sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Programa de classificação do Independência é pioneiro na avaliação individual

Desde 1° de janeiro de 2008 estão em vigência as novas regras dos programas de classificação de carcaças e couros do Independência S/A. Os programas foram simplificados e a remuneração a partir de agora é feita individualmente por carcaça e por pele (vide tabelas de premiação anexas).

Os novos sistemas de classificação foram analisados pelo professor titular da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UNICAMP, Pedro de Eduardo de Felício. “Este é, possivelmente, o sistema de classificação mais bem fundamentado em conhecimentos técnicos nacionais, que leva em conta as diferenças existentes no gado e as necessidades dos mercados interno e externo da carne bovina”, acredita o professor. Para ele, com esses dados, o frigorífico evidencia quais as características deseja em um animal e que está disposto a pagar mais por elas.

No Programa de Classificação de Couros, a bonificação varia conforme os níveis de qualidade. O valor pago muda entre R$ 25,00 (1ª e 2ª classificação), R$ 17,50 (3ª classificação), R$ 5,00 (4ª classificação), R$ 1,00 (5ª classificação) e R$ 0,50 (6ª classificação) por pele. Assim como na análise da carcaça, a classificação é feita individualmente. O programa de classificação de couros foi certificado pela BRTUV Certificações de Qualidade LTDA.

No novo Programa de Classificação de Carcaças, a bonificação pode chegar até 4% do valor da @ dos machos castrados e até 7% para as fêmeas. “As mudanças simplificaram os programas, deixando-os mais claros e objetivos. É o aprimoramento de um serviço no qual o Independência foi pioneiro. No romaneio, assim como um extrato de banco, fica claro quanto vale cada carcaça. Definimos qual o padrão de matéria-prima ideal para a indústria e bonificamos os produtos que atendem a esse padrão. A idéia é deixar claro para o pecuarista as regras do jogo antes que ele comece”, explica Eduardo Pedroso, gerente de suprimento de matéria-prima do Independência.

Na classificação da carcaça são levados em conta itens como o sexo do animal, maturidade, peso e acabamento. Nos machos esses quesitos respondem por até 3% da bonificação; nas fêmeas por até 6%. As certificações como Eurepgap, Orgânico e PQA – Programa de Qualidade Assegurada Assocon são responsáveis por 1% da premiação. O programa de classificação de carcaças foi certificado pela BRTUV Certificações de Qualidade LTDA.

“As regras do programa de classificação são unificadas e se aplicam em todas as sete unidades de abate do Independência espalhadas pelo País”, destaca Pedroso.

“Temos conseguido boas premiações, o que confirma a qualidade do gado, que se obtém com boa compra, mineralização e pastagens e abate de animais jovens”, afirma o engenheiro agrônomo Hamilton José Barral Santiago, administrador da RLMG, com fazendas em Itacarambi (MG) e que abate os animais na unidade de Janaúba (MG).

Na recém-iniciada unidade em Juína (MT), o programa é uma novidade e tem agradado. “É uma maneira nova de se trabalhar, com um incentivo para melhorar a maneira de terminar o boi. Normalmente o pecuarista reclama que não é remunerado pelo couro ou pela carcaça, mas agora temos uma opção”, atesta Sebastião Ferreira de Melo, proprietário das fazendas Dona Chiquinha e Dona Cena, em Juína (MT).

O pecuarista José Antônio Machado Figueiredo, proprietário da Fazenda Boa Esperança, em Itapirapoã (GO) em 2008 abateu pela primeira vez na unidade de Senador Canedo (GO) e gostou muito de ter participado do programa. “Tudo o que vem a somar para valorizar a mercadoria é interessante. Se todos fizessem chegaríamos a um denominador comum que seria bom para toda a cadeia. O programa é um veículo de melhoria para a carne não só para a indústria, mas também para o consumidor”, diz Figueiredo.

O pecuarista Carlos Tavares, com fazenda em Firminópolis (GO), complementa que o programa é muito bem vindo, pois se trata de um incentivo para que o produtor faça bons bois.

Para o pecuarista Edson Benedito Borin, com fazenda em Aquidauana (MS), o programa deixa claro que os bons animais são premiados e os ruins penalizados. “Pode-se ganhar mais com um gado de qualidade, mas também pode perder mais com animais não muito bons”, acrescenta.

“O programa é um reconhecimento. Se você faz um bom trabalho, leva para o frigorífico e ele não apresenta nenhum diferencial pelo material de boa qualidade que você oferece, não estimula a melhora. Quem produz melhor merece ter uma remuneração melhor”, destaca o pecuarista Reinaldo Pavarini, proprietário da Fazenda São Carlos, entre os municípios de Rio Verde e Rio Negro (MS) e que abate o gado na unidade de Campo Grande (MS). Sobre as novas regras, segundo ele, a interpretação do romaneio ficou mais simples. “Os dados podem ser compreendidos inclusive por pessoas sem muita instrução. Depois do abate levei o romaneio para a fazenda e expliquei para os funcionários como funcionava e que tipo de animal deveria ser entregue para que conseguíssemos a premiação”.

“Se conseguirmos preparar um boi mais pesado, teremos mais resultados, pois é isso que o novo programa prioriza e o que o mercado quer”, afirma Valentim Maia, administrador da NPP Agropecuária, com fazendas na região de Naviraí (MS), de propriedade de Nelson Pedro Polis.

Para o engenheiro agrônomo Sidnei Guerra, administrador da Fazenda 3 Rodas, em Itaquiraí (MS), de propriedade de Fabio Zuchi Rodas, o programa é importante para quem procura produzir um gado com qualidade superior a ser abatido aos 2 anos, com peso e acabamento. “Valoriza o investimento que é feito em tecnologia, inseminação e mineralização. O novo programa melhorou e com a classificação individual é possível no final obter uma bonificação maior, um ganho maior. O programa enobrece o nosso trabalho”, declara.

O diretor-executivo da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) Fabio Dias considerou as novas regras um grande avanço pelo fato de classificar individualmente e precificar, deixando claro quais os critérios para a bonificação. “Com o romaneio individual, o produtor sabe exatamente onde ganha, onde perde e, portanto, onde tem que mexer para poder ganhar mais”, afirma.

Mais informações: www.independencia.com.br.