Grupo visitou a região de Castro (PR) em busca de tecnologia
Entre os dias 19 e 22 de julho, uma comitiva de pecuaristas uruguaios esteve na região de Castro, no Paraná, visitando fazendas leiteiras. O grupo, que foi acompanhado pela gerência e por técnicos da CRI Genética, faz parte do Centro Regional de Experimentação Agropecuário (CREA), que veio conhecer os manejos e sistemas de confinamentos brasileiros. Esta é a segunda visita de estrangeiros organizada este ano pela central, que em maio recebeu produtores argentinos e paraguaios.
O tour teve início com a palestra “Pecuária Leiteira no Brasil e Região”, ministrada pelo gerente de produto leite da CRI Brasil, Bruno Scarpa, que apresentou os números da pecuária brasileira e também dados referentes à região de Castro, com o intuito de mostrar o quão grande o país é no setor e todo o potencial que ainda tem para crescer. “Seguindo a filosofia de auxílio e apoio ao produtor, em que se baseia o trabalho da CRI Genética, pudemos apresentar ao grupo cinco fazendas de produtores que são acompanhados pelos nossos técnicos e utilizam os nossos programas de melhoramento genético do rebanho, além de uma das maiores cooperativas do Paraná, a Castrolanda”.
O produtor Gabriel Flom, da região de São José, explica que o grupo de 15 pessoas faz parte de um CREA (Centro Regional de Experimentação Agropecuário), formado há 28 anos. “Estamos pensando em adotar algumas tecnologias de confinamento, por isso viemos para Castro e pudemos conferir os diversos tipos que estão muito desenvolvidas aqui, tanto free stall como compost barn”. Gabriel acrescenta ainda que ficaram muito impressionados com os tipos de manejo e as operações encontradas. “Agora o grupo vai fazer um balanço da viagem e decidir como seguir adiante. Foi tudo muito proveitoso, por isso agradecemos muito o convite da CRI e o ótimo atendimento, que nos levaram a excelentes produtores e fizeram da visita um prazer”, afirma.
Alejandro Sinson, engenheiro agrônomo e técnico assessor do grupo, diz que todo o mês é realizada uma reunião para discutir as inquietudes, problemáticas e desafios de cada um dos produtores para que possam se ajudar a resolver essas questões. “Este ano estamos fazendo várias viagens, Chile, Argentina e agora no Brasil, na região de Castro, que sabemos ter um sistema distinto do nosso e que abriga mais confinamento, quando o nosso é mais pastoreio. Temos uma filosofia de que sempre há algo que possa servir para as nossas empresas, por isso o intercâmbio que fazemos, as viagens são muito proveitosas para nós. Temos muita sorte porque temos sido sempre muito bem atendidos. Aqui no Brasil fomos acompanhamos por vários técnicos da CRI e estamos muito agradecidos. Estão todos convidados também a nos visitarem”.
Segundo Bruno Scarpa, a região de Castro é referência na pecuária leiteira, não só para os produtores brasileiros, mas também ao redor do mundo. “Nós, da CRI Genética, acreditamos que esse intercâmbio de informações e experiências é fundamental para que tenhamos sucesso na produção de leite. A tomada de decisão sobre qual sistema de produção adotar fica muito mais assertiva quando se visita inúmeras outras fazendas que já possuem esses sistemas implantados. Assim conhecemos todos os prós e contras de cada um, identificamos qual mais se enquadra para cada propriedade e não cometemos erros que outros parceiros produtores podem já ter identificado e solucionado. Isso com certeza faz o projeto, seja ele qual for, ser mais assertivo e rentável”, diz.