Na atual conjuntura da pecuária nacional, torna-se cada vez mais necessária a busca por novas estratégias de comercialização, melhorando a competitividade e o retorno financeiro do capital investido. O Mercado Futuro é uma ferramenta que o empresário rural moderno pode utilizar para garantir seu lucro. A elaboração de um orçamento minucioso de todos os gastos é essencial na obtenção, com antecedência, do custo da arroba que será produzida e comercializada no futuro.
“O primeiro passo para os pecuaristas é saber os seus custos de produção, trabalhar as contas para então poder ter um objetivo de venda. A partir de quando se sabe quanto custa produzir, sabe-se por quanto vender”, explica o operador de compra de bovinos a termo do Independência, Marcelo Costa.
Segundo Costa, quando se sabe o custo de produção, pode-se alinhar o preço de venda com o mercado e ajudar o pecuarista a saber qual o melhor momento da venda do boi. A ferramenta de comercialização de boi a termo pode ajudar nesse sentido.
O Independência oferece essa modalidade de comercialização desde março de 2007 e hoje vem sendo praticada em todas as unidades de abate da companhia: Nova Andradina (MS), Anastácio (MS), Campo Grande (MS), Janaúba (MG), Senador Canedo (GO) e Rolim de Moura (RO).
“Comercializar no mercado futuro é pensar no longo prazo, é ganhar (trabalhar com margem positiva) sempre, todos os anos, gerando um crescimento contínuo para a empresa pecuária”, afirma Costa.
No Independência, a ferramenta de comercialização de boi a termo está alinhada com o Programa de Qualidade de Bovinos Independência, que premia características de carcaças e fatores que influenciam a qualidade da carne e com o Programa de Classificação da Qualidade do Couro, que integra produtor, indústria frigorífica e indústria curtidora, incentiva e orienta o fornecedor quanto à qualidade da produção por meio do manejo adequado e de um sistema de rastreabilidade da matéria-prima. “Os contratos a termo do Independência contemplam o preço de comercialização e ainda possibilitam o acesso à bonificação pela qualidade do couro e da carcaça de acordo com a qualidade, que no programa pode chegar a 2,65% por @, além da premiação por certificações de conformidade, que pode chegar a 3,65% por @, mais a premiação do couro que pode chegar a R$ 25,00 por animal”, informa Eduardo Krisztán Pedroso, gerente comercial e de relacionamento com o pecuarista do Independência.
Outros benefícios do mercado a termo é que o produtor tem em mãos uma ferramenta de venda com a trava futura do preço. Dessa forma, ele pode fazer o raciocínio inverso: sabendo por quanto vai vender, pode adequar seus custos de produção.
“O mercado futuro ajuda a prever cenários e tendências do mercado nos próximos meses. Sem planejamento, deixando para saber o preço da arroba somente na hora de vender, a atividade torna-se mais sujeita a riscos”, ressalta Marcelo.
O Independência, por meio do Serviço de Atendimento ao Pecuarista (SAP), orienta o pecuarista sobre as diversas ferramentas do mercado futuro. No mercado a termo, por exemplo, geralmente é firmado com o frigorífico e envolve liquidação física (entrega do boi). No mercado futuro, o preço é fechado com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) via corretora. Não há liquidação física e sim trava de preço.
Outra modalidade é a Cédula do Produtor Rural (CPR), fechada com um banco ou em alguns casos com o próprio frigorífico. A CPR pode ser física ou financeira. Na CPR física, o produtor recebe o dinheiro na entrada da operação e liquida com o seu produto final, no caso, boi gordo. Com mais capital, esse produtor pode investir em tecnologia, aumentar sua produção e diminuir os custos, além da vantagem de poder atrelar a dívida ao seu maior patrimônio que é @ de boi.
Vem sendo registrado um crescimento constante do volume de contratos futuros de boi gordo negociados na BM&F. Até outubro de 2007, estima-se que o crescimento desse volume em relação a 2006 seja de 105%.
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